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A Web Summit é mais do que o ponto de encontro de pessoas com interesse na tecnologia. Há quem aproveite para divulgar causas sociais e há negócios. O de Paddy Cosgrave, além do evento propriamente dito, passa pela venda merchandising.

Nada de estranho, existir merchandising, peças de recordação que atraem todos os que querem levar para casa um pouco da memória da Web Summit. Mas, comprar uma camisola por 850 euros é algo que para a maioria pode ser impensável. 

Para Paddy Cosgrave não é, e não está sozinho já que o stock de encomenda de camisolas de lã, iguais à que usa, esgotou. Não eram muitas, é verdade, mas tinham um custo entre 750 e 850 euros.

No catálogo da loja podia ler-se que se trata da “camisola icónica usada por Paddy Cosgrave” à venda pela primeira vez numa edição “super-limitada constituída por 50 peças numeradas”. para valorizar a camisola, ainda estava descrito que esta “ é feita à mão por artesãs locais no Condado de Donegal, na Irlanda”. Local de origem da sua mulher.

Na rede social Twitter, Paddy Cosgrave, esclareceu não se tratar de negócio: “a minha mulher não tem qualquer interesse em lançar um negócio com objetivo de lucro. Trata-se apenas de ajudar uma indústria que está a desaparecer na região rural onde nasceu na Irlanda. Muitas mulheres da sua família obtinham rendimentos através desta atividade”.

Por isso, como estamos a falar de modas, ídolos, talvez no próximo ano, quando Paddy Cosgrave entrar em campo haja miúdos com cartazes a dizer “Paddy, Dá-me a Tua Camisola”.

De salientar que também estavam à venda camisolas com capuz para os mais pequenos, por 240 euros cada uma. Se a moda pega, pode ser a salvação de alguns negócios tradicionais em Portugal.