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Desde que esta pandemia começou, na provícia de Hubei, na China, os sinais eram claros. Mas os países desvalorizaram, em grande parte porque ninguém se preparou para um caso como este.

Nesta fase há muitas incertezas sobre a origem do vírus e as recentes declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, que acusa os Estados Unidos de terem libertado o vírus na China, levanta ainda mais dúvidas: afinal, é o próprio Governo Chinês a considerar que a origem não está num morcego que, alegadamente, foi comido por uma cobra que estava à venda no mercado.

Todos têm de contribuir, respeitando os outros, respeitando as regras mais básicas de higiéne e sociais.

A serenidade é a maior arma contra esta pandemia, mas a cada hora, a cada dia que passa vamos percebendo que as medidas deveriam ter sido tomadas mais cedo e deveriam ser mais rígidas.

Nesta fase é importante manter o isolamento, evitar o contacto e fazer os possíveis para travar a pandemia. Não será fácil, e não se fará apenas em 14 dias. Portugal teve uma oportunidade de ouro para travar o surto antes do primeiro caso ter surgido. O Governo ignorou os sinais, fez de conta que o vírus jamais iria chegar a este cantinho à beira mar plantado. Tardou em tomar medidas duras e, mesmo em plena crise, continua a não travar a entrada de pessoas em Portugal, mesmo quando se comprovou noutros países ser essa a melhor medida. Pelo meio do caos, em paralelo com os comportamentos sociais, vamos assistindo aos comportamentos políticos, que continuam a colocar acima de tudo os seus interesses privados.

Se começarmos agora, estaremos preparados para a próxima epidemia

Entretanto surge o caos. O pior da humanidade é revelado e as imagens de açambarcamento proliferam. Porque faltam medidas de controlo que impeçam este caos.

O mais importante agora é conter. E para isso, todos devem dar o seu contributo. Com ou sem medidas do Governo, a sociedade tem de se unir (à distância) para que seja possível conter o vírus e permitir que os hospitais tenham capacidade para tratar os casos mais garves. É crucial evitar chegar ao ponto a que chegaram os italianos. E para isso, todos têm de contribuir, respeitando os outros, respeitando as regras mais básicas de higiéne e sociais.

Para quem gosta de assistir a filmes sobre pandemias, ou situações que colocam a humanidade à prova, sabe que nesses filmes e séries estão refletidas muitas questões éticas e podemos analisar como se comporta a sociedade perante situações extremas. É cada um por si, pessoas que se matam por uma lata de feijão quando a podiam repartir e viver os dois para seguir caminho.

Mas fora da ficção há outros sinais e alertas que todos ignoraram. O mundo vai mudar quando esta pandemia acalmar. Pelo caminho vão ficar muitos seres humanos. Mortes que poderiam ter sido adiadas se o mundo ouvisse com atenção e se tivesse preparado. O vídeo que fica aqui, é apenas um exemplo. Remonta o ano de 2015.