2 minutos leitura

As três protagonistas das estórias desta semana tiveram de recorrer à urgência hospitalar por causa das respectivas placas dentárias. Dentaduras que foram, de fakto, notícia!

Felizmente a medicina dentária evoluiu bastante nos últimos anos e o acesso aos cuidados básicos de saúde também. Talvez já não seja necessário adoptar algumas medidas drásticas como as que vamos relatar, mas todo o cuidado continua a ser pouco no que às dentaduras diz respeito. Afinal, as três protagonistas das nossas estórias desta semana sofreram, a bem sofrer, por causa da dentadura.

Em Janeiro de 1966, o Diário de Notícias contava que a placa dentária de uma mulher de 49 anos se soltara e se alojara no esófago “no momento em que deu uma gargalhada”. Maria José Marreiros Mendes, residente em Évora, teve de ser hospitalizada de urgência, mas tudo terminou em bem. A placa dentária foi retirada com êxito.

Amélia Rosa de Jesus, de 53 anos, residente em Lourosa, no concelho de Santa Maria da Feira, teve melhor sorte. Também ela engoliu a placa dentária. Aflita, dirigiu-se ao Hospital de Santo António, no Porto, onde lhe realizaram um raio-X. Localizada a placa, foi chamado o médico cirurgião para que pudesse extraí-la, o que não veio a acontecer.

“Por coincidência ou porque se assustasse ao ver o médico diante de si em preparativos para a operação, a paciente teve um vómito – e eis a placa dentária cá fora, sem complicações”, relatava o Diário de Notícias de 29 de Março do mesmo ano.

Menos afortunada foi Maria de Figueiredo, de 38 anos, de São Martinho das Moitas, concelho de São Pedro do Sul. Também ela engoliu a dentadura e precisou de procurar ajuda médica devido às fortes dores que sentia. Não tendo transporte próprio, ela e o marido tiveram de caminhar durante uma hora, atravessar o rio Paiva num pequeno barco até à freguesia de Parada, já no concelho de Castro Daire, e depois, apanhar um táxi.

Conta o jornal O Século de 18 de Abril de 1971 que o médico de Castro Daire “nada lhe pôde fazer”, tendo Maria de Figueiredo sido transportada ao Hospital da Misericórdia de Viseu ainda com a dentadura no estômago. Finalmente, aqui, os médicos conseguiram retirar-lhe a placa dentária. No entanto, tendo em conta o tempo decorrido desde o acidente e as viagens que Maria de Figueiredo teve de fazer, a dentadura acabou por lhe provocar ferimentos no estômago, obrigando ao seu internamento.